A pesquisa de clima não vira inventário de risco
Clima mede satisfação. A NR-1 pede risco classificado por faixa de corte validada, com metodologia que um auditor consiga conferir.
Margrot

Clima mede satisfação. A NR-1 pede risco classificado por faixa de corte validada, com metodologia que um auditor consiga conferir.
Quando o anonimato é promessa de política interna, a resposta vem defensiva. O dado que chega ao relatório já nasceu errado.
É a primeira coisa que a fiscalização confere depois de constatar que o plano existe. Ação sem responsável e sem prazo não muda ambiente de trabalho.
Relatório de risco psicossocial sem parecer de profissional habilitado é peça sem autor. Numa autuação, alguém precisa ter respondido por ele.
Publicar resultado de uma área pequena identifica quem respondeu por eliminação. É vazamento de dado sensível de saúde com aparência de relatório.
Medir
COPSOQ III versão curta, instrumento validado internacionalmente, com link individual e resposta anônima.
Classificar
Cada dimensão cai numa faixa de corte, por empresa e por setor, com o mínimo de cinco respondentes para exibição isolada.
Planejar
Toda dimensão em risco recebe ao menos uma ação organizacional, com responsável, prazo e evidência de execução.
Validar
O profissional habilitado revisa o plano e assina o parecer. Sem aprovação, o relatório continua em rascunho.
Comprovar
Sai o dossiê para fiscalização, com metodologia, inventário, plano, canal de denúncias e a trilha de auditoria.
Quase toda plataforma promete confidencialidade em política interna. Política interna é revogável por quem a escreveu, e o colaborador sabe disso. Aqui a separação está na arquitetura, e é isso que faz a resposta ser honesta.
O serviço que calcula o resultado não tem permissão de leitura na tabela que liga pessoa e resposta. Não é uma regra do código, que alguém poderia contornar. É uma negativa do banco.
Quando a aplicação é encerrada, a ponte entre colaborador e questionário é apagada. Depois disso, nem com acesso administrativo total é possível refazer o caminho de volta.
Guardar o horário permitiria cruzar a resposta com o registro de ponto ou com o crachá. Fica só a data, porque o horário não serve para nada na análise e serve para muita coisa na identificação.
O gestor acompanha quantos responderam. Nunca quem.
O que sustenta o documento
A impressão do conteúdo entra no hash do parecer. Se o plano mudar depois de aprovado, a verificação falha em vez de continuar colada num documento diferente do revisado. Assinatura que continua válida depois da edição não é assinatura.
Área com menos de cinco respondentes não aparece isolada, e o que sobraria dedutível é suprimido junto. Empresa pequena demais para estatística recebe avaliação qualitativa do profissional, não um número falsamente anônimo.

O PGR exigido pela NR-1 inventaria todos os riscos ocupacionais. Este documento cobre um capítulo, e diz isso antes de qualquer conteúdo: cobre a fatia psicossocial e integra o PGR da empresa sem substituí-lo. Ninguém arquiva o PDF achando que cumpriu a norma inteira.
Planos
A escada sobe por obrigação legal coberta. O que muda entre os planos é quantas das três exigências a plataforma resolve, e o tamanho da operação. O que não muda é que todo relatório sai com parecer de profissional habilitado.
A NR-1 coberta, do questionário ao documento assinado.
R$199por mês
Até 100 colaboradores
As três obrigações que chegaram juntas, na mesma plataforma.
R$597por mês
Até 300 colaboradores
Tudo do Diagnóstico, e:
Para quem tem várias unidades e vai ser fiscalizado em todas.
R$999por mês
Até 1000 colaboradores
Tudo do Conformidade, e:
Assinatura anual, cobrança mensal, com até 5 usuários com senha para compor o grupo de trabalho. Acima de mil colaboradores, o plano é montado com você.
Agendar demonstraçãoOs 35 itens pontuados do COPSOQ III não são editáveis, e essa é a razão de o resultado valer alguma coisa: cada dimensão é medida por um subconjunto específico, e as faixas de corte foram calibradas para o instrumento inteiro. Remover um item não deixa a medida menos precisa, deixa de ser a medida do COPSOQ. A empresa acrescenta perguntas próprias, que aparecem no formulário e no relatório mas ficam fora do cálculo, e que passam por aprovação do profissional técnico antes de ir ao ar.
Por separação de banco, não por regra de aplicação. A ponte entre colaborador e questionário fica num schema que o serviço de análise não tem permissão para ler, e é destruída quando a aplicação é encerrada. A data de resposta é gravada sem hora, justamente para não permitir cruzamento. O gestor acompanha quantos responderam, nunca quem.
Abaixo de cinco respondentes não existe anonimato estatístico, e apresentar um gráfico ali seria enganoso. Nesse caso o caminho é avaliação qualitativa conduzida pelo profissional técnico, que também cumpre a NR-1 e não finge um número que a amostra não sustenta.
Um profissional habilitado com registro no conselho, que revisa o plano de ação antes de o relatório sair do rascunho. A plataforma registra nome, registro profissional, data e o hash do conteúdo aprovado. Sua empresa pode usar o profissional que já atende o SESMT.
Está. É o que separa um relatório de um arquivo bonito, e guardá-lo para o plano caro seria vender conformidade pela metade. O que muda nos planos de cima é o alcance: mais colaboradores, mais unidades, as outras duas obrigações legais e um profissional técnico dedicado com fila priorizada.
Não, e o documento diz isso explicitamente. Riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidente continuam sendo inventariados pelos métodos próprios de cada um. Este relatório é o capítulo psicossocial, pronto para compor o PGR ao lado dos demais.
Uma demonstração de trinta minutos, com o ciclo inteiro numa empresa de exemplo: da pesquisa aberta ao relatório assinado.
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